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Dias Felizes

Dias Felizes

Livro

Um livro vale o que vale. Uma vida vale o que vale. Um voto vale o que vale. Por exemplo, ler um livro como “O Velho e o Mar”, de Papa Hem, para quem se interessa por amor e amizade incondicionais e simplicidade de meios, é um daqueles livros que se diz que muda uma vida. Nunca mais se olha para um peixe ou um velho sem se lhe querer saber o nome, a origem, a pujança. Escrevi o livro “Quo Vadis, Salazar? (Escritos do Exílio), ed. Escritório”, uma compilação de crónicas e contos nascidos nos cafés de Amsterdão, movido por sentimentos de raiva e indignação, impulsionado pelo imperativo que a vida me colocara de ter que sair do meu país a contre coeur, por nele ter encontrado a mais reles forma de autoritarismo na forma de uma instituição legal de poderes torcionários medievais de nome AT, vulgo fisco, vulgo canalha. Quase sempre se dissipavam os maus fígados quando me punha a escrever como se uma réstia de budismo de Inverno me apaziguasse e levasse os pensamentos-sentimentos para outros lugares de paz e criatividade. O livro, que podes achar nas FNAC’s deste país ou através do meu editor, é para ser lido como um livro de crónicas e de contos, e não apenas como um manifesto solitário de alguém que como muitos deste país e de outros, ditos de civilizados, democráticos e próprios para consumo, se vê de repente e à sua família directa, confrontado com um roubo legal, uma ameaça concreta de saque da qual apenas se pode defender através da escrita, do protesto e da denúncia das disparidades da “máquina”. É um livro de alguém zangado com uma patilha do sistema que tem poderes feudais. É um livro com ingenuidades se por ingénuo se toma aquele que acredita no poder transformador da palavra. É um livro de alguém esperançado na Justiça, mesmo a dos homens, mesmo a que não passa de mais um negócio de merceeiros para quem a pátria não passa de uma conta bancária. O lucro reverte para quem mais dele precisa: os meus filhos.

Uma ideia de Justiça

É dos temas mais apaixonantes da condição humana, e aviltantes quando toca ao seu antónimo. Por estes dias, e por muitos que virão, dada a chamada sentença irreversível (ou sem apelo, nem agravo), aflige-me a ideia de que a justiça (fiscal) quando nasceu, não nasceu para todos. O peso de uma sentença injusta só seria aliviado se houvesse uma justa atitude de todos os implicados, e digo aliviado e não justiçado, pois uma vez ditada a conta arredondada é esta sumária até à cobrança do último usurário tostão. Perguntais como podíeis perguntar a vós mesmos o que está em causa factualmente? Chama-se, na douta linguagem do Direito, o das linhas tortas, suspeita não provada de dupla tributação recaindo a prova sobre o sujeito passivo, sendo apenas provável a prova se o sujeito passivo isento de contabilidade organizada tiver meios para pagar a sua justa defesa, de outro modo, é condenado à chamada regra do paga e cala. Calar não cala, porque não se calam injustiças e é com factos que se denunciam os abusos, os crimes, as prepotências e todas as formas de saque. Denunciam mas não revertem a não ser pagando a justa defesa (é justo que o diga). Nada, em boa verdade, nasceu para todos, a não ser nascer e morrer. Por exemplo, o mister Jorge Jesus não é para todos, nem podia, depois de uma injusta limpeza estalinista dos feitos semeados com o emblema da Luz digna da Nomenklatura dos senhores do Apparatchik. Por agora, JJ é reclamado pelo SCP como um messias, um iluminado, e a única coisa que leva a tal gáudio é o homem ser adepto do clube e o indiscreto gozo de gozar com os lampiões lampeiros de perna alçada e tosco fair-play. Somos um povo dado ao sebastianismo e ao cabotinismo quando podia dar-nos para outros lados, salvo seja, mais justos e assertivos e dignos da nossa triste sorte colectiva que é ver aos milhões a morrer na praia, nas chamadas ruas da amargura. A palavra justa é uma preocupação dos artesãos da palavra. É justo que diga - sem palavrões - o Governo defunto era uma autoridade medíocre e auto-fágica onde pululavam seres pouco dados à humanidade e esperemos agora melhores dias, e o diabo seja cego, surdo e mudo. Ao dizer isto sem teoremas de politólogo nem meneios de aspirante a estadista serei apodado de ingénuo como fui em partes do meu livro Quo Vadis, Salazar? (Escritos do Exílio) onde expus a minha justa indignação por ter sido saqueado por uma entidade dotada de poderes legais de extorsão que se diverte como divertem os adeptos a espezinhar e a escarnecer da sorte alheia achando decerto que os males e as derrotas nunca lhes virão bater à porta nem que seja na forma de uma assombração ou de uma alma-penada. Ou depenada, neste caso.

O amor em cada Porto (esboço I)

Entrei na vida pela paixão. A história contada da praia da Ursa, um pai e uma mãe a saírem da adolescência, no fervor do desejo, do corpo a corpo, o vigor do homem, a beleza da fémea. Nasci sem planos nem hora marcada. O que dita um adn de um filho nascido do acaso da carne em chamas? Poderei algum dia viver-amar-caminhar sem que as ânsias da paixão desembestada me persigam? Não posso ser de mais ninguém a não ser do amor enquanto matéria universal. Se queres um homem ao teu lado, na tua vida, no teu abraço, no teu cansaço, um homem feito para os teus beijos, os teus abraços, eu sou para ti.

Mãe

A confluência de dois mundos, primeiro. 


Nascido do Desejo, do Amor-Desejo, da impetuosidade juvenil, do frenesi, que posso saber para além de uma intuição primeva? 


Memórias fotográficas, uma birra no meio da rua, de calças à boca de sino, as bochechas em chamas, os cabelos muito louros em labaredas, as primeiras de muitas cóleras bíblicas através dos meus tempos. 


A mão, a mãe, a confluência de dois mundos. 


A mão certa até ao fim, ainda que a vida nos afaste sem nunca nos separar. 


A mãe numa fotografia a preto e branco no primeiro ano sempre presente nas estantes de casa por maiores as incompreensões.


A mãe, as mães emprestadas, a mãe, porém, sempre, do retorno muito mais tarde onde estamos.

Confidente das coisas simples, enternecida na sua voz de mãe ao quadrado, de rugas a germinar e a caminhar para o pergaminho da mãe que há pouco lhe partiu, a mãe que foi minha mãe.

Mãe dos ensinamentos. Mãe dos seus próprios tormentos. 


A mãe foi até mim e um dia abraçou-me e ficou no abraço. 


Nasce-se com sangue e com sangue se corta para sempre a possibilidade da união perfeita (Clarice).

Um dia vamos morrer-nos e nunca saberei se foste ou serás minha mãe outra vez, mão-mãe da dádiva perpétua, da humildade, da bondade das grandes asas. 
Desta vida uma vitória já podemos celebrar, a do regresso ao primeiro abraço.

Ainda o Facebook

Nesta página pessoal estão 5000 amigos. Tenho outra, dita de profissional, alimentada com assuntos apenas ligados à escrita, que é o meu principal trabalho. Ponho amigos e não Amigos, em caixa alta, ou AMIGOS, em maiúsculas, para distinguir o que venho dizer. O inventor do FB, é sabido, queria fazer amigos (talvez mais amigas) e da sua mente brilhante brotou esta realidade virtual. Pessoalmente, muita coisa boa me tem permitido o FB, como retomar a disciplina de escrita diária, em jeito de crónica sobretudo, de onde, todos o saberão, nasceu o livro Quo Vadis, Salazar? Escritos do Exílio, e nascerá ainda este ano a novela A Orelha Negra. O FB também me tem criado muita perplexidade, fruto da ingenuidade de acreditar que andamos cá todos para nos darmos alegrias e ajudarmos na evolução. Os amigos são bem vindos quando vêm por bem, diz o ditado na boca e voz do poeta Zeca, um dos maiores que o canteiro conheceu, também ele atacado forte e feio pelos seus detractores, que sempre detestam quem pensa pela sua cabeça, não segue modas, nem se socorre de frases de belo efeito para construir um pensamento, quando, o mais que tem em si é sede de que a sua palavra prevaleça, mesmo que valha tanto como um peido atirado ao vento. O ofício de escritor é duro, muito duro até, mas não tão duro como o de um mineiro Kanak da Nova Caledónia, cujo único consolo é saber que a jorna da semana será justa, fruto de trabalho suado. Para que um texto, prosa, poema, haiku, ou seja o que for, até este texto que aqui vai, saia no ponto e de justa palavra e medida, é preciso empenho. Aceitei amigos e convidei amigos, para aumentar o lastro da minha escrita que só faz sentido quando lida e comentada, mesmo sendo posta de parte ou vilipendiada. Mas não aqui. É o paradoxo do FB. Aqui só devem (ou deveriam) entrar comentários de boa fé, ditos de construtivos, de justos, e não insinuações mais ou menos grotescas, baseadas em impressões a maioria arcaicas. A voz que exala das palavras quando escritas, tal como quando faladas, tem um timbre, uma tessitura, um ritmo, um cheiro, um paladar ou aquilo que se quiser ler. É essa grande liberdade de uma paleta distinta que nos faz interessantes, mesmo um sórdido e truculento Heathcliff. Todos, nas entrelinhas, temos “statements”, tendências, partidos, mesmo os partidários do nulo, como eu, que, no degrau onde estou, me considero entre um anarquista stirneriano, um budista de inverno, um nudista de verão, um simpatizante do Conhecimento e do entendimento evolutivo, que reage primariamente a todo o tipo de injustiça, seja ela social ou doméstica. Gosto de boxe, esgrima, de duelos, de debates, porque em todas estas arenas pode quadrar o golpe justo e dependemos apenas da nossa força e inteligência. Tal como abomino os golpes baixos, os abusos gratuitos de poder e todo e qualquer espécie de acto cabotino, como podem ser tantos e tão fáceis de disparar. Concluo dizendo o seguinte: o FB tem-me servido para muitas coisas, que considero positivas, a começar pela catarse da escrita. O escritor não é diferente de quem não escreve, na convivência com os seus demónios. Impor uma escrita, afirmar uma voz, manusear o instrumento, como o faz o músico virtuoso, não revela tudo de ninguém, a não ser as suas paixões. Se há algum caminho a percorrer, seja aqui, num livro, conto, crónica, carta, email ou qualquer forma de comunicação, é o caminho da aceitação da qualidade (e falta de qualidades), nossa e do outro, sabendo que as dores de cada um merecem respeito, e um comentário, a ser feito, deve ser ponderado, tal como as injustiças flagrantes, graves e notórias merecem as sentenças respectivas.

O Gina

O ofício de caddie vale ouro, incenso e mirra ou vale a sensatez no lugar da ousadia disparatada quando tudo diz ataca e o caddie sussurra “aguenta os cavalos”. Numa prova de Juniores de 1987 levei o Gina como caddie. Na verdade foi ele a oferecer-se para a viagem com a sua bondade de sempre, fosse para partilhar a bucha de torresmos e presunto, os tacos recuperados ou a Zundapp de atrelado em que um dia nos fizemos à estrada nacional rumo ao Sul. O Gina era o meu companheiro de madrugadas no campo de treinos da Quinta da Marinha, o bate-bolas ou o driving, à inglesa. Nos primórdios do clube havia uma pequena barraca que servia de arrumos e guarita, e até de casebre para quando havia problemas em casa. Antes de ir para as aulas do liceu de S.João do Estoril pegava na bicicleta Tip-Top e ia da Avenida de Sintra, do Pai do Vento, pela marginal, fizesse sol, frio, chuva ou ventos rebeldes, como os há no Guincho. Sabia como estava o campo e a praia pelos carneirinhos no mar. O Gina estava sempre lá antes de eu chegar e mantinha-me os tacos sempre limpos e areados. Guardava-me ainda as bolas melhores e limpava-as para que tivessem o efeito mais próximo de uma bola de alto nível. Sentava-se num tronco enquanto eu batia um par de baldes fazendo do treino um ritual de estratégia. De vez em quando, levantava-se do tronco e dava-me um encontrão e dizia “dá cá o cajado” com voz de coronel. Pegava então no taco e aquecia o swing como se o taco fosse de baseball para me corrigir um pormenor no ataque à bola. O António Dantas e depois o Paul Saunders eram os meus misters, mas o Gina era a minha força kármica. Demorámos dois dias a chegar ao Algarve na Zundapp e fizemos amigos entre alentejanos e ciganos e guardas republicanos. Lembro-me de termos dormido numa pensão em Aljustrel e de o Gina estar preocupado com o asseio dos lençóis, pois eu podia ganhar piolos e seria o cabo dos trabalhos andar a coçar a cabeleira de querubim e distrair-me da prova. Levava um capacete de aviador e tampões para sobreviver ao ruído e duas sacas de batatas recheadas de sumaúma para não chegar ao torneio com uma espandilose. Lá chegámos, inteiros e tisnados como dois ciganos primos de sangue. Lembro-me de entrar em Vilamoura na Zundapp e estacionarmos a máquina ao lado dos bólides e de haver uns sururus. No campo, Gina apresentou-se de calções a rigor, polo e sapatos engraxados, de barba feita e cabelos alisados com gel como um gentleman. Um par de vezes evitou-me o desastre de um ferro a mais e um putt sem linha que ditaria um duplo-bogey. Mas foi a linha no 17 que levou a bola a entrar a meio do caneco que ditou a maestria do caddie e o aplauso da geral, pois o golfe é um desporto de primus inter pares.

Sporting Clube de Portugal (II)

Sou do Sporting, porque ser de um clube é quase herança genética. Morei longos anos à beira (como se diz no Porto) do estádio e ainda fui aos treinos na ala dos infantis durante meia época onde aprendi que entre um jogador e um cavalo de competição a diferença é pouca. Fui à bola com pai e mãe (à vez), para a superior Norte e os camarotes. As bocas de que o Sporting é clube de betos e queques fazem tanto sentido em Alvalade como no Chelsea, mas dava-me um certo gozo poder sentar o rabo numa cadeira VIP a fumar um Siglo V e olhar os ares e ver um gineceu digno da mais bela galeria, para compensar as fealdades do relvado. Allison foi o treinador que mais me encheu as medidas, e Futre e Figo os jogadores mais espantosos que vi em acção. Ainda não olhava para o futebol como o reino do deboche, da promiscuidade, da mercearia, da corrupção e da valsa dos cifrões. Ainda não pensava porque não se taxavam os clubes consoante as suas bilheteiras e receitas opulentas ou se faziam lares, creches e lugares de assistência social onde os adeptos carentes de tigelas de sopa e pão pudessem passar os seus dias condignamente. Assim como quem faz igrejas lá para os lados da Luz, por exemplo. É por estas e por outras que beleza no mundo da bola é lembrar as fintas do Fanã e os dribles do Zé Canina nos tempos gloriosos do Hockey.

Facebook

O meu Facebook é um espaço que me tem servido para vários fins, dos mais prosaicos e afectivos, aos mais políticos e mercantis (quem não vende o seu peixe aqui que atire a primeira espinha). Para quem faz da escrita ofício este é um lugar que equivale a um "speaker's corner". Para, lê, ouve e comenta quem quer. Quem cá anda somente para bisbilhotar ou ver como me vai a vida - e a bílis - pode sair de carrinho. É claro que a palavra amigo aqui é uma concessão idealista à gloriosa amizade entre os povos de variante não bolchevique. Mas fazem-se amizades sinceras no FB. A Clara Amorim é um caso exemplar. Criam-se parcerias e trocam-se ideias que poderão servir para alguma coisa, nem que seja o puro gozo da criação espontânea, como uma série que inventei de título "conversas socráticas (sem Sócrates)". Num ano e meio de exílio escrevi 3 livros no FB, como em tempos se publicavam folhetins, antes da morte da Imprensa. Ao intitular séries como "Ouvido no Metro" ou "Quo Vadis, Salazar?", a continuação de um título que foi crónica de revistas nacionais, limitei-me a dar seguimento a um princípio que é o da disciplina e da organização. É um espaço democrático onde apenas não se toleram piretes e caralhadas (a única censura de que fui alvo so far, tirando as de trazer por casa, que valem o que valem). Em tempos sombrios este é um espaço de grande utilidade para a circulação de ideias "capitais". Assim a malta queira escrever a pensar.

Dia da Criança

Devia ter uns 7 ou 8 anos nesta foto tirada no Bairro de S. Miguel. Estava suado e corado depois de uma futebolada no intervalo do recreio. Era a foto da praxe para os pais comprarem no final do período. Não longe deste átrio parti um dia a cana do nariz num choque monumental com a cachola rija como cornos do macrocéfalo Pedro Godinho quando íamos à procura da Directora para lhe cantarmos os parabéns. De cada vez que me lembro desse aparatoso choque só imagino a cena de ir à casa de banho ver-me ao espelho e ter um osso à vista a saltar-me do meio da cara e desatar a chorar por ter perdido o meu narizinho.

Foto Bairro S. Miguel.jpg

 

A minha vida de criança foi uma alegria com muitos ossos partidos, socos e facadas. Talvez por isso sorria de sorriso malandro como gostam de me apontar quando vejo crianças atadas ou agarradas aos computadores quando é na rua que tudo se passa.

Sporting Clube de Portugal

Em dia de derby

Uma vitória, como soe dizer-se, dá um alento do caraças! Estava aqui a pensar na morte da bezerra, sem petardos vitoriosos na Frans Van Mierisstraat, eis senão quando o site de A Bola dispara a notícia da 16ª Taça. Pensamento rápido: avô Fernando. Sou partidário do uso energético da bola para fins altruístas, mas c’um caneco, ganhar um caneco é um prazer desmedido. Bebo cervejas japonesas à falta de Sagres preta e recordo um par de memórias do meu clube, vaticínio da idade tenra. Morava em Alvalade e a maioria era malta do SLB. Do Sporting acho que só o Tony ou nem isso. Que remédio tinha a não ser ir à Luz com os maduros lá da rua, e aturar os Diabos Vermelhos, até em dia de derby como uma vez que encaixaram 5 secos e quase me linchavam da alegria. O Tony e o Fanã e os irmãos Cabanas e o Zé Canina e o Bernardo estão aí para me defender o jeito para a chincha, em particular para dar toques de cabeça, que foi quase actividade circense para ganhar uns trocos inspirado na arte do Jordão. Coleccionei cromos e fui um dia aos treinos com o mister na equipa onde jogava o Peixe e o Figo. Sorte de principiante marquei um golo de trivela e fui aceite na equipa B, mas baldei-me aos treinos porque o amor falava mais alto. Ia para os camarotes e lembro-me bem de pensar que o meu clube era o que tinha as adeptas mais vaporosas. Hoje, a umas léguas de distância, só posso recordar um par de memórias em tempos sombrios. As duas primeiras idas à bola com o avô Fernando, de Fiat, e de ter herdado o seu cartão de sócio pioneiro, com o sorriso de homem bom.

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