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Dias Felizes

Dias Felizes

A Zaragata

No passeio matinal de bicicleta (para manter a pedalada) pelas artérias do Dam ocorreu-me um livro de Uderzo, A Zaragata, quando a aldeia gaulesa recebe um impostor romano que semeia a intriga e deixa o reduto de Astérix e Obélix em bolandas. O impostor pode bem ser o pálido Passos e seus próceres. Mas pode bem ser qualquer um, como nos tempos da PIDE, quando não se podia confiar sem desconfiança, passe a redundância. O país vive o seu pior, e nem os feitos dos vermelhos evitam o sangue fratricida. Vai-se à repartição, e celebra-se um modesto feito que é chafurdar-lhes na cara a cobrança em duplicado, que o incauto pagará e calará se não for temperado em vinhas de alho. As cassandras avisam, cuidado, põe-te a pau, com eles não se brinca. Mas quem quer brincar, a não ser ao jogo da malha? Engelhados, feios, sabujos, sebentos, tresandam ao que são, amanuenses serviçais à babugem da comissão (os 5% do fundo nacional pensionista). Pobre do pobre a quem restam apenas as palavras para argumentar da sua sorte. Mas o pobre é alegrete quando olha ao espelho e vê a alma limpa.

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