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Dias Felizes

Dias Felizes

Amor Incondicional

 Muito rapidamente, mas dito com o vagar de quem sobe. Amor, amor incondicional, daquele que tudo perdoa, daquele que aceita a qualidade do outro e não pede nada, é coisa rara, muito rara. Conheço amores assim, e ainda há pouco experimentei um deles - e tantas outras vezes - naquele olhar cúmplice, nos piscares de olhos por cima da multidão de crianças em sobressalto, na cabeça aconchegada no meu corpo que é também o meu corpo aconchegado na sua cabeça, na energia limpa (e linda) que passa e é intraduzível, no sorriso que gosto de achar meu, mas comovendo-me com as feições de quem me a deu (deu-la-deu), e quando passa essa energia, a mais pura e imediata, tudo que vem da bílis azeda, todas as raivas incontidas, todo o desconforto da vida comezinha se eclipsam. Voltamos a um lugar onde a juventude é potável. Somos cães existenciais. Somos todos carentes de afagos. E mesmo o calhau mais empedernido, o ser mais vesgo, a amiba que achamos incapaz de um gesto simples como pode ser um simples abraço que se demora, é apenas isso que pede no seu fundo entorpecido, pede-o de forma mais ou menos desastrada, para satisfazer a sua necessidade de consolo, mais ou menos egoísta.

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