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Dias Felizes

Dias Felizes

Amor, querida(o), gracinha...

Visto ao contrário, isto é, pela negativa, as palavras podem ser sangrentas e deixar vestígios (de rancor, raiva, mágoa…) através dos tempos. Visto de pernas direitas, as palavras, ditas com amabilidade genuína ou apenas educação, podem deixar, no mínimo, uma boa impressão. Os brasileiros, por exemplo, num generalismo infeliz que agrupa cariocas, baianos, cearenses, sertanejos, paulistanos e mineiros, são por vezes acusados de cínicos, sonsos e interesseiros, por a todos (e todas) chamarem de querido, amor, gracinha e outras delicodoçuras da língua. Se daí quererão tirar outros dividendos, a não ser os de causarem uma boa impressão, e assim abrirem portas, e não necessariamente as pernas, para lhes correr de feição o caminho, é coisa que cada um dará a sua resposta. Entre um tratamento manso, adociçado e mavioso, ainda que matreiro ou de quem quer levar a água ao seu moinho (e quem não o quer?), e um “que é que foi ó meu?; o que queres?; então pá; faxavor” ou outro dichote mais ou menos carroceiro, é sempre mais afável sermos tratados com a ternura dos trópicos.

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