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Dias Felizes

Dias Felizes

Escrever

Há anos, quando cismei em ser escritor, num curso da maestrina Luísa Costa Gomes, era perguntado aos formandos “que tipo de escritor quer ser?”. Andava entranhado de Miller e Celine e respondi com apartes de escritor modernista “do real plausível”. Estes, a par de Conrad, pareciam-me os mais autênticos e capazes de traduzir o coração das trevas e a esperança da alegria na triste condição dos bípedes. Era como se os livros queimassem e dessem consolo às pupilas gustativas. Gosto de dizer que sou escritor, apenas porque escrevo sobre o que tiver que ser, quando talvez me ajeitasse melhor, e fosse ainda mais feliz, a dar toques numa chincha ou a podar sebes como o Eduardo mãos de tesoura. Escrever ainda é para mim uma festa (da língua e dos sentidos) por isso insisto neste prazer desmedido. E sou grato a um punhado de amigos que por aqui pululam, como a Patrícia Reis, o Hugo Gonçalves, o João Tordo, a Cristina Carvalho, a Ana Margarida de Carvalho e o seu talentosíssimo pai, o Pedro Teixeira Neves, a Ana Borges e o mais recente Casimiro, que esteja eu onde estiver, fazem deste lugar um espaço arejado e digno de visita.

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