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Dias Felizes

Dias Felizes

Noite Branca

Uma pilha de livros à cabeceira, aos pés da cama, no chão, em cima do travesseiro, diz o quê deste vosso amigo? Que sou omnívoro de livros? Que os livros são a minha rede do trapézio? Que sem as memórias de Giacomo (na tradução de Tamen) por perto, a vida é muito menos suportável? Ou os textos de Proudhon, Stirner, Bakunin e Kropotkin para me reavivarem a memória do lugar do Homem no universo, a par das poesias de Tagore? A Selva, do Ferreira de Castro, também aqui dorme, para que as regras do ofício não se descurem. O Sandokan, ali à esquina do quarto junto ao Corsário do Salgari e do Fantasma cujo anel tanto amei em puto que se tornou o meu cachucho de anelar na meia idade. A morte cheira a esturro por tantos e todos os lados, mas tenho aqui O Livro dos Mortos dos tibetanos para me apaziguar, se a ideia de morte (antes do tempo, e é sempre uma pena) me afanica o dia. Noites horrendas as dos que não têm o consolo dos livros ou os que não podem dizer como disse Blaise Cendrars, troco todas as minhas páginas felizes, de mão feliz, por uma noite de amor contigo. Um beijo dos nossos, onde quer que estejas.

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