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Dias Felizes

Dias Felizes

O Inferno são os outros

Se nos víssemos como os outros nos vêem ficaríamos arrepiados, ou talvez irados, furiosos, prontos para a guerra. E vice-versa. Mas é neste vice-versa que há todo o Trabalho a fazer. Por estes dias sombrios, a classe política é “julgada” pelos seus actos públicos, e bem haja se no púlpito ou poleiro vier a estar um benevolente, um bondoso, um bom pai e um amante capaz de distinguir o ódio do amor, e já agora que se ajeite naquilo que mais galvaniza a inventiva: a poesia. Tenho memória de um político à Lincoln, digamos assim, ou como imaginamos o pai fundador da América moderna. Chamava-se Manuel Gírio, era comunista afectivo de matriz cristã e seguidor do deus do esparguete, e nunca ocupou um cargo público notável. Foi dramaturgo e poeta mais do que tudo, como o defunto Vaclav Havel. Agora, nesta hora de suspense para lamentar, esperamos um Messias goês, um dirigente com nome e feições e bravura de índio, um padre lírico ou um corajoso activista à medida de um Luaty? Eu espero duas ou três coisas de um governo, governante ou líder, para me sentir pacificado com a ideia de nação valente, e voltar a ter esperança na ressurreição da ideia de pátria, além de me contentar com os gozos da língua e da escrita. Uma delas é simples: derrubar a ditadura fiscal.

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