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Dias Felizes

Dias Felizes

O Que Fazemos Nós Aqui?

Entre o gene egoísta, cego, surdo e mudo, e o gene altruísta, há toda uma luta e não venha o Diabo e escolha. Fará toda a diferença se nascemos do amor, do sexo acidental, do amor sexual, ou mesmo da obra e graça do Espírito Santo? É sempre um acto animal, por mais desenxabida, a cópula de onde brotamos. A forma como crescemos, em quem nos espelhamos, no Deus ou no deus Pai e na deusa Mãe, que tanto são os que nos parem como os que nos ensinam vida fora, a cultura e a língua e as tradições que nos acolhem (e que talvez escolhamos antes de), os livros e músicas que nos chegam antes de educado o gosto, até chegar ao dia do rompimento em que nos tornamos indivíduos, conscientes das nossas escolhas.

 

Ontem vi um filme de animação magnífico, para aliviar o peso dos dias. “Divertida-mente” ou “Inside Out” no original, é o filme, que se não viram, vos aconselho. A neurociência está por toda a parte e nada melhor do que uma prodigiosa animação para nos mostrar como somos por dentro, todos sem excepção. Maravilho-me com o que o neurofeedback me tem trazido no mergulho desse ser que somos todos, com tanto de luminoso e animado como de obscuro e sangrento, e de como podemos ser apenas espectadores activos das nossas emoções mais rasteiras e animais. Ainda assim, diante do reflexo, do pavor, dos disparos da injustiça, seremos sempre bichos, com tanto de dóceis como de agressivos por conta da sobrevivência fatal, antes de podermos dizer que domesticámos o animal que nos habita.

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