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Dias Felizes

Dias Felizes

Romance

Antes de chegar ao romance não tinha a noção de quanto a escrita pode ensinar a olhar para as coisas da vida (que são todas) de outras formas. Por exemplo, ao escrever sobre uma família, tenho diante de mim e dentro de mim, um laboratório de acções e emoções que me fazem psicodramatizar a minha própria família - e todos os relacionamentos colaterais. O romance trata de uma família muito poderosa que levou longe as palavras filantropia e mecenato, antes de ser exterminada. Poderão dizer o que quiserem e duvidar das boas intenções destes homens notáveis. Poderão julgar os seus actos como fantasias perdidas no tempo ou exageros de uma história escrita pelos poderosos, simpatizantes da causa (judaica) interessados em colher dividendos. Escrever é sempre reecrever e interpretar segundo os nossos próprios sentimentos e reflexões, e o que realmente me importa é como o faço e como estar dentro do que serão os outros, ou do que terão sentido, e o que os terá movido a exortar o Belo, a dedicarem vidas atrás de vidas a enobrecer o nome (o Nome), a doarem somas atrás de somas de tudo o que ganhavam e a patrocinarem os que, por não terem os meios, se viam impedidos de se dedicarem em exclusivo aos seus talentos, no lugar de gastarem ou cristalizarem a sua fortuna. Num tempo em que o dinheiro e o poder são um tema tão fraturante, como o têm sido através dos tempos, esta é uma história admirável. Oxalá tenho sido capaz de a dignificar com as minhas ínfimas palavras.

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