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Dias Felizes

Dias Felizes

Sporting Clube de Portugal (II)

Sou do Sporting, porque ser de um clube é quase herança genética. Morei longos anos à beira (como se diz no Porto) do estádio e ainda fui aos treinos na ala dos infantis durante meia época onde aprendi que entre um jogador e um cavalo de competição a diferença é pouca. Fui à bola com pai e mãe (à vez), para a superior Norte e os camarotes. As bocas de que o Sporting é clube de betos e queques fazem tanto sentido em Alvalade como no Chelsea, mas dava-me um certo gozo poder sentar o rabo numa cadeira VIP a fumar um Siglo V e olhar os ares e ver um gineceu digno da mais bela galeria, para compensar as fealdades do relvado. Allison foi o treinador que mais me encheu as medidas, e Futre e Figo os jogadores mais espantosos que vi em acção. Ainda não olhava para o futebol como o reino do deboche, da promiscuidade, da mercearia, da corrupção e da valsa dos cifrões. Ainda não pensava porque não se taxavam os clubes consoante as suas bilheteiras e receitas opulentas ou se faziam lares, creches e lugares de assistência social onde os adeptos carentes de tigelas de sopa e pão pudessem passar os seus dias condignamente. Assim como quem faz igrejas lá para os lados da Luz, por exemplo. É por estas e por outras que beleza no mundo da bola é lembrar as fintas do Fanã e os dribles do Zé Canina nos tempos gloriosos do Hockey.

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